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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Apostila de acordes, arpejos e escalas. Nelson Faria

DOWNLOAD – Apostila de acordes, arpejos e escalas. [Nelson Faria]


Acordes, Arpejos e Escalas (Nelson Faria)


Olá! Encontrei mais um E-book muito bom para quem quer aprender a tocar guitarra com ajuda de várias fontes. Neste livro, Nelson Faria apresenta o inter-relacionamento entre acordes, arpejos e escalas, com suas digitações e aplicações, trazendo definitivamente para as mãos dos músicos brasileiros informações preciosas que até então eram pouco conhecidas ou de difícil acesso. O livro atende às necessidades tanto de estudantes como de profissionais. É um marco no ensino do violão e da guitarra no Brasil.


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terça-feira, 22 de junho de 2010

Que notas solar em função da progressão de acordes da música - Modos Gregos (Parte II)

Antes de mais é importante conseguir utilizar os ouvidos. Como nem sempre estes ajudam aqui vai uma formula (mais ou menos) mágica.

A partir da progressão de acordes que a musica sobre a qual se pretende solar ou improvisar é possível determinar (em teoria) o modo a utilizar. A progressão de acordes determina os intervalos da escala, pelo que basta identificar o modo que utiliza os mesmos intervalos!

Para perceber a identificação dos intervalos é importante a lição sobre a harmonização da escala maior (que brevemente será apresentada). Por agora basta conhecer a escala harmonizada de acordes:

C Maj D min E min F Maj G maj A min B dim (min) C Maj
T T st T T T st
I ii iii IV V vi vii VIII

A ideia é descobrir onde é que a progressão de acordes se encaixa nesta escala, não em termos de notas, mas relativamente à natureza do acorde (min / Maj) e em relação aos intervalos.

Numa progressão de acordes podem existir vários acordes (tipicamente até quatro ou cinco). Como cada um destes tem que ser confrontado com as possibilidades dentro dos maiores ou menores da escala harmonizada, as "simulações" podem ser bastante aborrecidas, pelo que a exclusão de parte ajuda bastante.

Exemplo:

Suponha a seguinte sequência de acordes: E C#m G#m A (The Pixies - Where is my mind ?)

Ordenando os acordes: C#m E G#m A, os intervalos são: min + Tst(Maj) + TT(min) + st(Maj) + TT(min)

Temos que comparar esta sequência de intervalos com todas as posições de acordes para determinar quais as combinações possíveis de intervalos versus natureza do acorde (maior / menor). Como na escala harmonizada só existem 3 acordes maiores contra 4 menores, é mais fácil fazer a comparação contra um acorde maior. Assim, é mais fácil ordenar os acordes a partir de E e A e confrontá-los com a escala harmonizada.

Os intervalos a testar são:
Maj + TT(min) + st(Maj) + TT(min) + Tst(Maj) - E G#m A C#m
Maj + TT(min) + Tst(Maj) + TT (min) + st(Maj) - A C#m E G#m

Os intervalos a começar nos acordes menores são:
min + Tst(Maj) + TT(min) + st(Maj) + TT(min) - C#m E G#m A
min + st(Maj) + TT(min) + Tst(Maj) + TT(min) - G#m A C#m E

Como harmonizar acordes em função de uma escala Maior

Introdução

A harmonização de acordes em função de uma escala é uma ferramenta fundamental para compreender a utilização correcta da harmonia num tema. É um conceito que muitos músicos amadores não conhecem, mas que usam inconscientemente quando estão à "procura" do acorde que "soa bem" em determinada progressão. Assim, podemos dizer que "harmonizar" uma escala de acordes é identificar quais são os acordes que "ficam bem" em determinada escala.

O inverso também é verdade: se identificarmos qual a escala que se enquadra numa determinada progressão de acordes, o que estamos a fazer é a encontrar a escala subjacente à harmonização da progressão, o que pode ser útil para percebermos o que estamos a fazer.

Para que serve ?

  1. A harmonização de acordes é uma ajuda importante para quem quer compôr: Após uma ideia inicial de um riff ou de uma progressão que se quer trabalhar, a harmonização de acordes ajuda a identificar com facilidade mais acordes que se encaixam na mesma escala, sem termos de andar "a adivinhar".

  2. A harmonização permite ainda identificar a escala subjacente a uma progressão: Mais uma vez, permite perceber quais são os acordes determinantes da progressão e os menos importantes.

  3. O facto de uma progressão de acordes ter implícita uma escala torna evidente que se quisermos solar ou acrecentar um riff a uma progressão podemos utilizar essa escala (para começar). A hamonização explica como encontrar essa escala.


O que é ?

É simples: É usar cada nota da escala subjacente como base de um acorde e, depois, garantir que todas as notas desse acordes pertençem à escala.

Exemplo:

Vamos pegar nas notas da nossa escala favorita: A escala maior de Dó.

C    D    E    F    G    A    B

O que queremos é identificar um acorde correspondente a cada nota da escala, mas garantindo que todas as notas desse acorde continuam a pertencer à escala. Vamos começar pelo acorde de Dó:



















1ª Nota1º Intervalo2º Intervalo
CC + m3 = D# (fora da escala!)C + 3 = E (está na escala)E + m3 = G (está na escala)E + 3 = G# (fora da escala!)
Como o 1º intervalo é uma 3ª maior o acorde é maiorComo o 2º intervalo é uma 3ª menor, o acorde não é aumentado: é um acorde maior normal.


Assim, na escala de Dó, o acorde harmonizado de Dó é C+E+G (Dó maior). Se precisar de relembrar as regras de formação de acordes, visite a nossa secção dedicada à formação de acordes.

Vamos agora harmonizar o acorde de Ré:



















1ª Nota1º Intervalo2º Intervalo
DD + m3 = F (está na escala)D + 3 = F# (fora da escala!)F + m3 = G# (fora da escala!)F + 3 = A (está na escala)
Como o 1º intervalo é uma 3ª menor o acorde é menorComo o 2º intervalo é uma 3ª maior, o acorde não é diminuído: é um acorde menor normal.


Chegámos à conclusão que na escala maior de Dó, o acorde harmonizado de Ré é D+F+A (Ré menor). Podemos prosseguir assim para todas as notas da escala maior de Dó para chegar a todos os acordes harmonizados, mas já vamos resumir os resultados. Antes disso ainda vale a pena harmonizar o acorde de Si porque é o único caso é que o resultado é um acorde diminuído:



















1ª Nota1º Intervalo2º Intervalo
BB + m3 = D (está na escala)B + 3 = D# (fora da escala!)D + m3 = F (está na escala)D + 3 = F# (fora da escala!)
Como o 1º intervalo é uma 3ª menor o acorde é menorComo o 2º intervalo é uma 3ª menor, o acorde é diminuído


Na escala de Dó, o acorde de Si é diminuído! (Bdim = B+D+F).

Regra simples:

Se completássemos o exemplo anterior para todas as notas da escala maior de Dó, chegaríamos à conclusão que a escala de acordes harmonizada de Dó é:

C    Dm    Em    F    G    Am    Bdim

Isto é verdade para todas as escalas maiores ! Os acordes harmonizados são sempre nesta sequência: Maior, menor, menor, Maior, Maior, menor, diminuído. Por exemplo, os acordes harmonizados na escala maior de Sol são:

Escala maior de Sol:

G    A    B    C    D    E    F#

Acordes harmonizados na escala de Sol maior:

G    Am    Bm    C    D    Em    F#dim

Conclusão:

  • A harmonização de uma escala de acordes garante a coerência harmónica de uma progressão de acordes com uma escala subjacente.

  • Analise a cifra de uma música que goste, provavelmente a maior parte do tema trabalha numa escala harmonizada de acordes! Por vezes, para dar "dinâmica" ao tema, o compositor sai da escala harmonizada nas bridges ou pontes, mas depois volta à mesma escala. Existem alguns casos muito comuns por funcionarem bem, como por exemplo no 4º acorde da escala mudar para um acorde menor, o que permite sair da escala harmonizada para marcar uma mudança no tema.

  • Também é possível harmonizar uma escala menor, mas nesse caso existem três escalas subjacentes, a Natural, a Harmónica e a Melódica. As regras de hamonização são exactamente as mesmas que para a escala maior. Veja a nossa página sobre Harmonização nas escalas menores para as conhecer.

  • A harmonização também se aplica aos acordes de 7ª, basta garantir que a 7ª também está na escala subjacente. Veja: Harmonização de acordes de 7ª.

Harmonização das Escalas Menores

Introdução

Se precisa de relembrar o que é a harmonização de acordes visite a nossa página sobre harmonização de acordes na escala Maior.

Embora só exista uma escala Menor Natural, existem outras duas escalas Menores que também são bastante utilizadas: A Harmónica Menor e a Melódica Menor. Estas escalas existem por razões históricas e vamos deixar a respectiva explicação para outra altura. Por agora o que precisa de saber é como se constroem estas escalas:

Harmonização na escala Menor Natural

A escala menor Natural é uma escala diatónica que consiste na transposição da escala Maior em 3 meios tons. Os seus intervalos são:

(2)    (1)    (2)    (2)    (1)    (2)    (2)

Os números representam o número de meios tons em cada intervalo. Assim a escala Natural Menor de Dó é:

C    D    Eb    F    G    Ab    Bb

Utilizando a mesma técnica que usámos na secção sobre harmonização de acordes na escala Maior, obtemos os acordes harmonizados na escala Menor Natural:

Cm    Ddim    Eb    Fm    Gm    Ab    Bb

Este padrão é válido para todas as escalas menores naturais:

menor    diminuído    Maior    menor    menor    Maior    Maior

Harmonização na escala Harmónica Menor

Nem todos os autores consideram a escala harmónica menor uma escala diatónica, porque não resulta da transposição da escala Maior. Esta escala surge porque a escala menor natural não se adapta a muitos tipos de música dada a sua sonoridade antiquada. A Escala Harmónica Menor é construída a partir dos seguintes intervalos:

(2)    (1)    (2)    (2)    (1)    (3)    (1)

Exemplo em Dó:

C    D    Eb    F    G    Ab    B

Os acordes hamonizados na escala Harmónica menor de Dó são:

Cm    Ddim    Eb(aug)    Fm    G    Ab    Bdim

Claramente o acorde aumentado em Eb resulta do facto do intervalo aumentado em B. O padrão resultante aplica-se a todas as escalas harmónicas menores:

menor    diminuído    Aumentado     menor    Maior    Maior    diminuído

Harmonização na escala Melódica Menor

Alguns compositores consideram o intervalo aumentado na escala harmónica menor demasiado dissonante, pelo que substituiram por um intervalo completo de um tom. A escala resultante é a Melódica Menor, que se caracteriza pelos seguintes intervalos:

(2)    (1)    (2)    (2)    (2)    (2)    (1)

Exemplo em Dó:

C    D    Eb    F    G    A    B

Os acordes hamonizados na escala Melódica menor de Dó são:

Cm    Dm    Eb(aug)    F    G    Adim    Bdim

Este padrão aplica-se a todas as escalas melódicas menores:

menor    menor    Aumentado    Maior    Maior    diminuído    diminuído

Harmonização de Acordes de Sétima

Introdução

Se precisa de relembrar o que é a harmonização de acordes visite a nossa página sobre harmonização de acordes na escala Maior. Para hamonização de acordes nas escalas menores veja:  harmonização de acordes em escalas menores.

As regras harmonização de acordes de 7ª são equivalentes aos restantes acordes. Basta usar cada nota da escala subjacente e descobrir qual o o respectivo acorde de 7ª que tem todas as notas dentro dessa escala.

Harmonização na escala Maior



















Exemplo em Dó
Padrão da Escala Maior(2)   (2)   (1)   (2)   (2)   (2)   (1)C D E F G A B
Acordes Harmonizados de 7ªmaj7 m7 m7 maj7 7 m7 m7b5Cmaj7 Dm7 Em7 Fmaj7 G7 Am7 Bm7b5


Harmonização na escala menor natural



















Exemplo em Dó
Padrão da Escala menor Natural(2)   (1)   (2)   (2)   (1)   (2)   (2)C D Eb F G Ab Bb
Acordes Harmonizados de 7ªm7 m7b5 maj7 m7 m7 maj7 7Cm7 Dm7b5 Ebmaj7 Fm7 Gm7 Abmaj7 Bb7


Harmonização na escala harmónica menor



















Exemplo em Dó
Padrão da Escala Harmónica menor(2)   (1)   (2)   (2)   (1)   (3)   (1)C D Eb F G Ab B
Acordes Harmonizados de 7ªm(maj7) m7b5 maj7#5 m7 7 maj7 dim7Cm(maj7) Dm7b5 Ebmaj7#5 Fm7 G7 Abmaj7 Bdim7


Harmonização na escala melódica menor



















Exemplo em Dó
Padrão da Escala melódica menor(2)   (1)   (2)   (2)   (2)   (2)   (1)C D Eb F G A B
Acordes Harmonizados de 7ªm(maj7) m7 maj7#5 7 7 dim7 m7b5Cm(maj7) Dm7 Ebmaj7#5 F7 G7 Adim7 Bm7b5

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Como Formar Acordes ?

A formação de acordes é um assunto confuso para muita gente. Os principais factores que geram esta confusão são:
  • As diversas nomenclaturas utilizadas.
  • Nomes incorrectos dados aos acordes.
  • As várias formas de executar o mesmo acorde, nem sempre correctamente utilizadas.
  • A falta de compreensão da estrutura de invervalos subjacente aos acordes
Nestes textos vamos tentar ajudar a compreender a formação e acordes. Enquanto a maior parte se explicação é generalista e se aplica a qualquer instrumento que permita fazer acordes, o nosso foco são a formação de acordes para guitarra, que é onde se verifica uma maior confusão.





Se se deparar com um link quebrado deixe um comentário ou clique aqui e preencha o formulário e vamos resolver o problema o mais rapidamente possível. Obrigado.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Regras básicas para executar acordes para guitarra e escalas subjacentes.

Como se formam acordes para a guitarra


Este é o primeiro assunto que gera alguma confusão. A nota tonal do acorde deve ser sempre a mais grave na formação do acorde. Num piano isto é fácil, porque a disposição do teclado permite simplesmente deslocar a mão, mantendo-se como referência a nota tonal. Porém, numa guitarra, não é assim tão fácil, porque é preciso encontrar a disposição dos dedos que permite tocar só as notas que pertençem ao acorde e, ainda por cima, a nota tonal deve ser a mais grave a ser tocada.
Idealmente as notas devem ser tocadas na ordem da escala subjacente e, se possível, "resolver" também na nota tonal.
Se as notas do acorde não forem tocadas pela mesma ordem da escala subjacente, então diz-se que o acorde está invertido. Isto leva a outra confusão frequente na notação dos acordes: A nota de baixo alterada ou a inversão do acorde. Veja o seguinte exemplo:


 
 
 
 
 
 






displaychord("ch1","ch2","x 3 2 0 1 0","drawnotes")

 
 
 
 
 
 






displaychord("ch3","ch4","0 3 2 0 1 0","drawnotes") Ambos os acordes apresentados são formas do acorde de Dó Maior. Porém, repare que na segunda imagem estamos a tocar também a nota E (Mi). Como a nota E pertençe ao acorde de Dó Maior, o acorde não foi alterado mas está invertido. A simbologia deste acorde pode ser escrita de duas formas: CE ou Cinv I.
Então onde está a confusão ? Bom, o problema é que a notação CX também pode ser utilizada para acrecentar uma outra nota ao acorde de Dó. Por exemplo CF# significa um acorde de Dó, acrecentando também a nota F# à nota grave. Porém a nota F# não pertençe ao acorde de Dó maior, o que quer dizer que o acorde foi alterado.
 
Escala do acorde:
Para podemos começar a ver como se formam os vários tipos de acordes ainda temos que explicar o fundamental: a escala subjacente ao acorde e que permite a sua construção. Vamos supor um acorde baseado na nota tonal de Dó, a escala subjacente está na tabela que se segue:
C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A
R(1) m2 2 m3 3 4 b5 5 m6 6 m7 7 8 m9 9 m10 10 11 b12 12 m13 13
A tabela é importante porque caracteriza os intervalos da escala de Dó. Repare no pormenor da designação das notas da escala de Dó: os graus 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7 e 8 correspondem à escala maior de Dó. As restantes notas são diminuídas em relação à escala. Esta tabela aplica-se a todas os acordes. Por exemplo, em qualquer acorde de Ré Sustenido a escala subjacente é a que está na tabela que se segue:
D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C
R(1) m2 2 m3 3 4 b5 5 m6 6 m7 7 8 m9 9 m10 10 11 b12 12 m13 13
Já se está mesmo a ver de onde vêm aquelas designações esquisitas tipo Eb6/9 ou D#m7b5, ou não está ? Esperem aí que a nomenclatura ajuda mas existem uns pormenores de malvadez que vamos explicar quando chegarmos aos acordes de Sétima.

 

O que são acordes e em que categorias se classificam ?

Aprenda o que são acordes.


Um acorde é a produção simultânea de várias notas. Os intervalos entre as notas produzidas têm uma escala musical implícita e caracterizam a sonoridade do acorde.
Os acordes classificam-se nos seguintes termos:
  • Quanto à natureza da Terça (ou mediante): Maiores, Menores ou Suspensos (sem Terça).
  • Quanto à natureza da Quinta (ou dominante): Normais, Aumentados ou Diminutos.
  • Quanto à Sétima (sensível ou sub-tónica conforme o acorde seja maior ou menor): com 7ª, menor de 7 ou 6ª.
  • Quanto à Nona: Um acorde de nona é um acorde de sétima com a Nona acrescentada.
  • Quanto à 11ª: acorde de 7ª acrescentando a 11ª.
  • Quanto à 13ª: acorde de 7ª acrescentando a 13ª.
  • Outros: Notas acrescentadas (add2, etc) ou notas de baixo alteradas (acordes do tipo CE, ou GmF#), os acordes podem ainda ser invertidos, ou seja, trocada a ordem pela qual são executadas as notas.
Confuso ? Vamos tentar explicar todas estas categorias passo a passo.

Tríades - o que são e como se formam ?

Lição sobre tríades

Tríades são acordes de 3 notas. Porém o seu nome não vem das três notas, mas sim do facto dos intervalos usados para a sua construção serem intervalos de terça.
Com 3 notas apenas é possível formar o seguinte tipo de acordes:
  • Acordes Maiores: Acordes com um intervalo maior na terça (mediante). (ver BD de acordes: Acordes Maiores)
  • Acordes Menores: Acordes com um intervalo menor na terça. (ver BD de acordes: Acordes Menores)
  • Acordes Aumentados: Acordes com um intervalo maior na terça e também na 5ª (dominante). (ver BD de acordes: Acordes Aumentados)
  • Acordes Diminutos: Acordes com um intervalo menor na terça e também na 5ª. (ver BD de acordes: Acordes Diminutos)
  • Acordes Suspensos: Acordes com a mediante substituída pela 2ª (sus2) ou pela 4ª (sus4). Estes na realidade não são tríades, porque os seus intervalos não são Terças. Por isso, e como os acordes suspensos também se aplicam a outros tipos de acordes (7ª, 9ª, 11ª, 13ª) vamos deixar a explicação destes para mais tarde.

Formação de Acordes Maiores

Lição sobre tríades


Recorrendo novamente ao acorde de Dó como exemplo e usando a tabela da escala de Dó, vamos explicar a estrutura dos acordes maiores:
C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A
R(1) m2 2 m3 3 4 b5 5 m6 6 m7 7 8 m9 9 m10 10 11 b12 12 m13 13
intervalo maior
int. menor
Os intervalos maiores, como todas as tríades, são formados por dois intervalos de Terça. A primeira (mediante) é um intervalo maior (daí o acorde ser maior) a segunda Terça é menor. Um intervalo maior de terça é aquele que tem 2 dois Tons e um intervalo menor de Terça é de um Tom e meio. Assim, para o acorde de Dó maior, temos:
Intervalo maior na Terça = 3 (E)
Intervalo menor na Quinta = 3 + (3 meios tons) = 5 (G)
Assim o acorde maior de Dó é formado pelas notas: Dó, Mi e Sol. Todos os acordes maiores seguem esta estrutura: Nota Tonal , Terça , Quinta, na sua escala respectiva. Assim, usando notação simplificada, podemos dizer que a estrutura do acorde maior é R, 3, 5 (usamos R como notação para a nota Raiz). 
Usarmos esta escala e estes intervalos para qualquer outra nota, obtemos sempre o acorde maior dessa nota. Por exemplo, escala de Ré sustenido:
D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C
R(1) m2 2 m3 3 4 b5 5 m6 6 m7 7 8 m9 9 m10 10 11 b12 12 m13 13
intervalo maior
int. menor
Temos que o primeiro intervalo maior é a nota Sol (G) e o segundo intervalo (menor) é a nota A#. Por isso o Acorde maior de Ré sustenido é constituído pelas notas Ré sustenido, Sol e Lá sustenido.

Formação de Acordes Menores

Lição sobre tríades


Os acordes menores, são caracterizados pelo facto do primeiro intervalo ser menor. Ou seja, a nota mediante é a que caracteriza a natureza menor ou maior do acorde. Nos acordes menores a primeira Terça é menor e a segunda é maior. Usando novamente o acorde de Dó como exemplo, Temos:
C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A
R(1) m2 2 m3 3 4 b5 5 m6 6 m7 7 8 m9 9 m10 10 11 b12 12 m13 13
 
int. menor
intervalo maior                            
Intervalo menor na Terça = m3 (Eb)
Intervalo maior na Quinta = m3 + (4 meios tons) = 5 (G)
Assim, o acorde menor de Dó, como todos os outros acordes menores simples, tem a estrutura R, m3, 5, o que neste caso nos indica as notas Dó, Mi bemol e Sol.

Formação de Acordes Aumentados

Lição sobre tríades


Um acorde aumentado é um acorde maior com uma 5ª aumentada. Ou seja, o primeiro intervalo é maior como num acorde maior normal, porém o segundo intervalo também é maior. Vamos usar novamente a escala de Dó como exemplo:
C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A
R(1) m2 2 m3 3 4 b5 5 m6 6 m7 7 8 m9 9 m10 10 11 b12 12 m13 13
 
intervalo maior
intervalo  maior                          
O primeiro intervalo é maior: E (3)
O segundo intervalo também é maior: 3  + (4 meios tons) = m6 (G#)
Assim, o acorde aumentado de Dó é construído com as notas Dó, Mi e Sol sustenido. Como todos os acordes aumentados a sua estrutura é R 3 m6(ou 5#).
Os acordes aumentados têm uma característica curiosa: como são constituídos só por intervalos maiores, se acrescentarmos outro intervalo maior obtemos novamente a nota raiz (ou tonal). Isto faz com que os acordes aumentados sejam "iguais" para várias escalas, ou seja, por exemplo, o acorde aumentado de Dó que acabámos de ver tem as mesmas notas do acorde aumentado de Mi e do acorde aumentado de Sol sustenido. Só a sua execução na guitarra é que é diferente dado que a nota mais grave determina o tom do acorde.
São, por isso, inversões uns dos outros e, por isso, isto gera mais um factor de confusão na simbologia e nomenclatura:
Caug = Eaug inv I = G#aug inv II
Se juntarmos isto ao facto de também haver confusão entre a simbologia "inv" e os acordes com nota grave alterada tipo CE, então veja só as nomenclaturas que é possível encontrar só sobre o acorde aumentado:
Caug = Eaug inv I = G#aug inv II = CaugE = CaugG# = EaugC = EaugG# = G#augC = G#augE
Certamente que alguns "autores" bastante criativos ainda conseguiriam inventar mais umas nomenclaturas para este acorde. A minha mensagem é: não se assustem com isto, se perceberem a formação de acordes, quando encontrarem estas simbologias num tema que querem tocar, vão perceber que o "autor" da cifra se fartou de inventar (a maioria das vezes) e que para a tocar só tem de encontrar a forma do acorde que lhe soa melhor (ou que lhe é mais confortável de executar).

Formação de Acordes Diminutos

Lição sobre tríades


Um acorde diminuto é um acorde menor com uma 5ª diminuída. Ou seja, o primeiro intervalo é menor como num acorde menor normal, porém o segundo intervalo também é menor. Vamos usar novamente a escala de Dó como exemplo:
C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A A#
Bb
B C C#
Db
D D#
Eb
E F F#
Gb
G G#
Ab
A
R(1) m2 2 m3 3 4 b5 5 m6 6 m7 7 8 m9 9 m10 10 11 b12 12 m13 13
 
int. menor
int.  menor                              
O primeiro intervalo é menor: Eb (m3)
O segundo intervalo também é menor: m3  + (3 meios tons) = b5 (Gb)
Assim, o acorde diminuto de Dó é construído com as notas Dó, Mi bemol e Sol bemol. Como todos os acordes diminutos a sua estrutura é R m3 m5.
A simbologia mais comum para acordes diminutos é o simbolo º, i.e.: Cº , Dº , etc. Porém é também utilizada por vezes a designação "dim": Cdim, Ddim etc. A designação dos acordes diminutos gera bastante confusão, porque o simbolo "º" ou o simbolo "dim" são por vezes utilizados para a designação de acordes diminutos de 7ª. Por exemplo, algumas cifras usam erradamente o simbolo Cdim para representar o acorde Cº7.