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domingo, 5 de dezembro de 2010

Técnicas de guitarra - Bend

E para que as suas músicas ganhem um som diferente esta técnica vai ser bem útil!O que é?
Fazer um Bend é usar o dedo da mão esquerda que está segurando uma nota para puxar a corda para cima ou pra baixo, ao mesmo tempo em que pressiona a corda contra o braço da guitarra. O efeito que você obtém é uma nota mais aguda. A intensidade do Bend é você quem escolhe – você pode dar um Bend de meio tom, um tom inteiro, um tom e meio, dois tons... Quanto maior for o Bend mais você precisa puxar a corda. Dá no mesmo puxar para cima ou para baixo. É mais fácil executar Bends na guitarra do que no violão, pois as cordas da guitarra são menos tensas.

Quem Faz?
Além disto o bend é uma das ferramentas principais para adicionar feeling nas frases e solos. Um exemplo disto isto é o grande guitarrista de blues B. B. King que toca somente o necessário temperando suas frases com bends. Você pode ouvir um solo cheio feeling de B.B. King e vários bends em ‘Playing With My Friends’.

Praticamente todos os guitarristas que solam usam Bends, é uma técnica básica e essencial. O guitarrista que faz os Bends mais animais de todos é o Zakk Wylde, que chega a fazer Bends de dois tons, o que pode ser difícil para muitos guitarristas e bastante incomum. Os Bends mais agressivos de Zakk, junto com uma distorção pesada, fazem seus solos soarem brutalmente perfeitos. Você pode confirir Zakk Wylde tocando com Ozzy Osbourne em ‘No More Tears’.  fonte[guitarcoast] Gostou do artigo? Então diga-nos a sua opinião e dê vida ao blog :)

Técnicas de guitarra - Vibrato

Olá! Se você gosta de fazer solos com a sua guitarra tem de dominar o vibrato bem, com esta técnica as músicas ficam muito mais lindas e cativantes, leia este post e começa já a praticar :)

Para o guitarrista solo, bends(aprenda esta técnica também) e vibratos são algumas das habilidades mais importantes para dominar.

O que é?
O Vibrato é uma das técnicas básicas da guitarra, ele serve para dar mais intensidade a qualquer nota tocada na guitarra, principalmente em solos. Ele é utilizado em todos os estilos de música, desde o jazz até o metal.


Como se faz?
O vibrato é composto por sucessivos mini-bends realizados em torno de uma determinada nota. Ele pode ser executado de duas formas. Na primeira você faz movimentos curtos com o dedo que está segurando a nota, para cima e para baixo. Na segunda, você mantém esse dedo fixo e gira o pulso, dessa forma o dedo vibra sem você precisar movimentá-lo. Para conseguir um vibrato suave, pratique devagar no início. Experimente o vibrato em seus solos tocando com e sem distorção.


O vibrato também é uma ótima técnica para controlar o feedback da guitarra, quando ela está com muita distorção e sobrando microfonia. Dá um ótimo efeito!


Quem Faz?
Todo mundo usa o vibrato, mas para entender bem como ele pode mudar uma música, ouça Summer Song, de Joe Satriani, que é um mestre do vibrato. Outro guitarrista conhecido por seu vibrato e um incrível feeling ao solar é David Gilmour, do Pink Floyd.


fonte[guitarcoast]

domingo, 12 de setembro de 2010

Apostila de Teoria Musical de Violão e Guitarra - Download

Esta apostila possui os assuntos necessários para que você tenha um bom conhecimento sobre música, tente entende-la por completo, mas deve ficar claro que este é um processo geralmente lento, depende de cada um. Domine os assuntos básicos a princípio e aos poucos vá se aprofundando nos assuntos mais complexos e que exigem um pouco mais (muito mais) de atenção, dedicação e prática. Nunca desista, siga sempre em frente, estudando, apesar de parecer chato, para alguns, o estudo da música, com certeza ele vale a pena quando você consegue um certo domínio sobre um instrumento. Lembre-se que um bom músico é aquele que se dedica e que sempre está se aperfeiçoando. Portanto procure estar atento a novos aprendizados, novas técnicas, novos estilos, tenha uma visão ampla sobre a música, conheça, de fato, o que você está fazendo! Faça o download da apostila de teoria musical de violão e guitarra grátis.

 

Download - Escala para IMPROVISAÇÃO - Em todos os tons para vários instrumentos - Luciano Alves


O livro contem escalas que vão desde as mais conhecidas (maior, menor, etc...), passando pelos modos gregos e escalas exoticas (pentatônicas, blues, bebop, etc...).  Além disso dá um panorama completo da melhor utilização dos acordes para cada grau da escala. As partituras são utilizadas para diversos instrumentos inclusive contrabaixo.


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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Curso de violão grátis – Aula 9




E aí, o que você achou do metrônomo? Conseguiu fazer o download de um? Já viu como funciona?

Espero que sim, pois hoje iremos iniciar nossos estudos utilizando o mesmo.

Os exercícios que veremos hoje você já conhece, são aqueles dois de cromatismo que aprendemos nas aulas anteriores... porém... você irá estudá-los hoje com o metrônomo, ou seja, terá que respeitar os tempos tocando cada nota juntamente com a marcação de tempo do metrônomo.

Treinando dessa forma, você vai desenvolvendo aos poucos uma noção de tempo, que na minha opinião é o fator principal para quem deseja tocar bem violão.

Curso de violão grátis – Aula 8




Hoje vamos falar sobre um acessório indispensável para todos aqueles que desejam tocar violão com perfeição,  o metrônomo.

Toda música, segue um tempo pré-estabelecido por seu autor, que seguindo esse tempo corretamente, executando cada nota e pausa dentro do tempo estabelecido, a música ou o som em si, sai com perfeição.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Curso de violão grátis - Aula 5




Hoje a nossa aula será muito interessante, pois iremos falar sobre SOLOS e TABLATURAS!

Por acaso ,você já sabe o que é uma tablatura?
Já ouviu falar no assunto?

Bom hoje o dia pelo visto vai ser muito educativo, pois você irá aprender como LER e escrever esses números espalhados pelo braço do violão.. Talvez você já tenha visto eles antes, principalmente quando você busca a cifra de uma música que contenha um solo


Aulas de Violão Grátis -   www.cursodeviolaogratis.com.br



segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Curso de violão grátis – Aula 4

Olá! Chegou a hora de aprender a sua primeira música (deste curso, claro),



nas linhas abaixo irei explicar para você, de uma forma super facilitada, como tocar passo à passo o grande sucesso de Bob Dylan Knock Knock on Heavens Door. Espero que você goste!

Atenção: a versão da música que você vai aprender hoje, foi feita com base na versão do Guns n Roses!

Vamos lá então!

Aulas de Violão   Grátis - www.cursodeviolaogratis.com.br





domingo, 15 de agosto de 2010

Curso de violão grátis – Aula 3

Olá! Estudou a aula anterior, espero bem que sim pois já tenho aqui a terceira aula onde vai aprender mais um acorde para a sequência da aula anterior e vai aprender o que são cifras.



O que são cifras?

Cifras nada mais é que; uma vogal ou consoante que representa um acorde ou uma nota musical.

Além das vogais e consoantes, a simbologia é feita com números e outros símbolos.

Aulas de Violão Grátis -   www.cursodeviolaogratis.com.br



sábado, 14 de agosto de 2010

Curso de violão grátis – Aula 2

Deixo aqui a segunda aula que eu recebi por email, se quiserem receber também é fácil, basta se registarem com o vosso email aqui. OBS:Queria dizer que não estou a fazer propaganda alguma do serviço, apenas o faço porque acho que vos pode ser útil, mas se não quiser receber por email não se preocupe pois postarei todas as aulas que eu receber, cá vai o importante:

Um acorde nada mais é que um conjunto de 3 notas musicais ou mais, sendo executadas ao mesmo tempo. E eles são representados por letras maiúsculas, também conhecidas como Cifras.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Curso de violão grátis - Aula 1

Olá! Como sempre estava a procurar algo de interessante e útil para postar no blog e encontrei um site muito engraçado. Registei-me e eles começaram a mandar e-mails com pequenas"aulas", então decidi meter aqui no blog. Esta sequência de aulas vais ser para iniciantes. Aqui vai a primeira aula:

Tocar um instrumento musical pode ser uma das experiências mais legais e gratificantes que se possa ter. Além da satisfação pessoal de estar tocando violão, você ainda pode ter a admiração de todos os seus amigos e familiares.

Por isso meu amigo, espero que você goste do nosso curso gratuito e possa colher bons frutos com ele. Caso você tenha alguma dúvida, sinta-se a vontade para entrar em contato conosco, teremos o maior prazer em ajudá-lo nessa nova etapa de sua vida que se inicia aqui.

Pronto para sua primeira aula? Então vamos lá! :)

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Técnicas

GRAFIA ABREVIADA

Slide "s" ou "/"
Bend "b" ou "^"
Release "r"
Ligado "^" ou "h"
hammer on e para pull off "p"
Vibrato "v" ou "~"
Tapping "t"

TECNICAS + USADAS

Slide
O slide consiste, basicamente, em tocar uma nota e imediatamente após "escorregar" o dedo(ou um "bottleneck") para outra(s) casa(s)/nota(s).As técnicas de notas e acordes deslizantes conhecidas como "Slide" ou "Bottleneck" são muito usadas no Blues e estilos irmãos.

Palhetada Alternada

Aqui você ira aprender a técnica da palhetada alternada. No começo é dificil você fazer sem se atrapalhar com a palheta, mas depois você consegue fazer isso com os olhos fechados. Para conseguir isso nos vamos fazer o seguinte exercício (o "C" siguinifica que você vai fazer a palhetada pra cima, e o "B" para baixo):

sábado, 10 de julho de 2010

100 Técnicas de Guitarra






















Título: Revista Cover Guitarra -100 Exercícios Para Você Melhorar Sua Técnica
Autor: Richard Powell
Gênero: Música
Ano De Lançamento: 2009
Editora: Cover Guitarra
Nº De Páginas: 29


Nesta matéria especial você tem 100 dos mais eficientes exercícios da atualidade para você melhorar sua técnica e aumentar a sua desenvoltura em fraseados, arpejos, escatalas, acordes, cifras etc. Se você estudar tudo com calma e persistência, é garantido que você não se vai arrepender. Baixe já os PDF do Cover Guitarra - 100 Exercícios Para Você Melhorar Sua Técnica e descubra tudo o que você sempre quis saber sobre técnica. - Revista Cover Guitarra (com adaptação)


Temas:


 

- Aquecimento - String Skiping


-Linhas Melódicas -Bends


-Hammer-ON e Pull -OFF-Cromatismo


-Corda Vertical -Escalas Exóticas


-ODD Meters -Pausas


-Escala Pentatônica / Blue-Chord Melody -Escalas


-Velocidade e Musicalidade -Padrões Rítmicos


-Vibrato-Swing Feel -Arejos-Tapping


-Triades-Double -Stops-Sweep


 












Tamanho: 17 Mb
Formato: .Pdf
Idioma: Português

 

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domingo, 9 de maio de 2010

Mini curso de música - Parte 3

Com estas definições, podemos entender como são classificados os acordes, que são formados com 3 ou mais notas que soam simultaneamente.  Há instrumentos que não podem tocar acordes: a voz humana, flauta, trombone, etc. São instrumentos melódicos ou solistas porque só podem tocar melodias - sucessões de notas singulares. Os instrumentos que permitem tocar acordes são instrumentos harmônicos pois neles se fazem harmonias através dos acordes. Exemplos de instrumentos harmônicos: violão, piano, órgão, etc.

Se partirmos da nota DÓ, omitimos a nota RÉ tocamos a nota MI, omitimos a nota FÁ e tocamos a nota SOL, o resultado será:  DÓ - MI - SOL  ou seja o Acorde de DÓ MAIOR, representado abaixo:

Assim, dizemos que DÓ é a Fundamental do Acorde. A fundamental sempre é a nota mais grave do acorde e a que define sua classificação. MI é a Terceira do Acorde ( forma um Intervalo de 3ª com a fundamental). SOL é a Quinta do Acorde (forma um Intervalo de 5ª com a fundamental).

Se partirmos de RÉ e com base nas notas da Escala de DO Maior, ficamos com o Acorde de RÉ - FÁ - LÁ: Acorde de RÉ Menor. O mesmo se passa começando em qualquer das notas da Escala. Estes Acordes de 3 sons:

Acordes Perfeitos, podem dividir-se em 4 categorias:

·     ACORDE PERFEITO MAIOR:

Formado por uma 3ª Maior e uma 5ª Perfeita.

·     ACORDE PERFEITO MENOR:

Formado por uma 3ª Menor e uma 5ª perfeita.

·     ACORDE DE 5ª AUMENTADA:

Formado por uma 3ª Maior e uma 5ª Aumentada.

·     ACORDE DE 5ª DIMINUTA:

Formado por uma 3ª Menor e uma 5ª Diminuta.

Estes dois últimos Acordes que contêm Intervalos Dissonantes:

(5ª Aumentada e 5ª Diminuta), denominam-se Acordes Perfeitos Dissonantes.

Além destes Acordes de 3 sons, denominados Perfeitos ou de 5ª (Quinta), temos:

Acordes de 4 sons, denominados  Acordes de 7ª (Sétima).

Acordes de 5 sons, denominados  Acordes de 9ª (Nona).

Os acordes podem encontrar-se no estado fundamental ou invertidos se a nota mais grave do acorde não corresponder à nota fundamental.

Os acordes de três sons podem apresentar duas inversões:

DÓ - MI - SOL - Estado Fundamental

MI - SOL - DÓ - 1ª Inversão

SOL - DÓ - MI - 2ª Inversão

As notas são as mesmas, embora se encontrem em posições diferentes.

Como já foi dito, a partir de cada nota das escalas Maiores e Menores, formam-se por intervalos de terceira, acordes, que, respeitando as notas da escala, vão tomando as configurações: Maior, Menor, Aumentado ou Diminuto.
Para construir acordes de 4 sons acrescenta-se mais uma nota a esses acordes a uma distância de uma terceira, como acontecia já nos acordes de 3 notas: a Sétima.

Se pensarmos no acorde de DÓ Maior, DÓ - MI - SOL, respectivamente tónica, terceira e quinta, a sétima será a nota SI, à distância de um intervalo de uma sétima maior em relação à tónica.
Um acorde de 4 notas é obviamente mais complexo do que um acorde de 3 notas, visto que ao acrescentarmos mais uma nota, aumenta o número de relações harmônicas.

Os acordes também podem ter intervalos de nona, de décima primeira, décima terceira, etc.  Por exemplo, o acorde de DÓ Maior de Sétima (7ª) com nona, seria construído pelas notas: DÓ - MI - SOL - SI, mais a nota RÉ à distância de uma nona maior em relação à tónica.

Existe outra forma de representar as notas além da forma com notas num pentagrama. Elas podem ser representadas por letras. Nesse caso, a nota LÁ é usada como base para esta notação, sendo representada pela primeira letra do alfabeto(A). A sucessão de notas fica assim:
dó - C
ré - D
mi - E
fá - F
sol - G
lá - A
si- B

Esta notação é muito usada em cifras, que representam acordes em notação de músicas para instrumentos de corda dedilhada, como o violão e a guitarra. Assim, o acorde de Dó maior é representado por C. O de Dó menor, por Cm.


Os instrumentos musicais

Desde a antiguidade, o homem procurou produzir sons usando objetos. Na pré-história, o máximo que deve ter havido foram os ruídos de sons percutidos, já que os humanos ainda não tinham grande desenvolvimento manual para construir instrumentos melódicos. Os primeiros instrumentos mais elaborados, capazes de produzir melodias, parecem ter começado a surgir na antiguidade. No Egito, na Grécia, em Roma e em outras civilizações antigas já exisitiam cítaras, liras, instrumentos de sopros. Também os índios da América pré-colombiana já produziam seus tambores, flautas e instrumentos de corda.

Os instrumentos mais próximos aos que usamos atualmente surgiram na Europa na Idade Média. Precurssores do violão, violino, trombone, trompete, acordeão, etc, já existiam. Desenvolvê-los foi apenas uma questão de tempo. No século XIX, os instrumentos acústicos atuais já tinham a forma atual. A orquestra sinfõnica já tinha a formação que tem hoje: Violinos, violas, violoncelos e contrabaixos no naipe de cordas; Flautas, clarinetes, oboés e fagotes nas madeiras; trombetas, trompas, trombones e tuba nos metais; tímpanos, pratos e bombo na percussão. Esta era a formação básica, mas mesmo Beethoven e seus contemporâneos já incluiam outros instrumentos como flautins, tuba, pandeiro, glockenspiel, sinos, etc.
Uma orquestra atual pode ter um número infinito de instrumentos, limitado somente á imaginação do compositor. Abaixo, uma formação típica de orquestra sinfônica moderna:

Cordas:

Primeiros e segundos violinos, liderados pelo spalla
Violas
Violoncelos
Contrabaixos


Sopros de madeira:
Flautim
2 Flautas
2 oboés
2 clarinetes em Sib
2 Fagotes
contrafagote
Saxofone (soprano, alto, tenor ou barítono)
Clarinete baixo ou Clarone
Corne Inglês


Sopros de metal:
2 Trompetes em Sib
4 Trompas em Fá
3 Trombones
Tuba

Percussão:
Tímpanos
Pratos
Bombo
Tam-tam (gongo)
Xilofone
Glockenspiel
Celesta
Piano
Marimba
Pandeiro
Castanholas
Chocalho
Carrilhão (sinos)


Corda dedilhada
Harpa

Os violinos, violas, violoncelos e contrabaixos são instrumentos de corda friccionada. O executante fricciona um arco em suas cordas para a produção do som.
Os instrumentos de sopro dividem-se em madeiras e metais, conforme o material usado para sua construção de suas partes. As madeiras costumam ter o som mais suave e atingem as regiões mais agudas com facilidade e clareza na emissão de som. O flautim é o único instrumento que consegue produzir as notas superagudas da escala com grande brilho e clareza, podendo ser ouvido em meio a muitos instrumentos tocando ao mesmo tempo. O instrumentos de sopro de madeira que chegam às regiões mais graves são o fagote, o clarinete baixo e o contrafagote. Os metais tem o som mais forte e incisivo. O que consegue chegar às notas mais agudas é o trompete. A tuba é o que emite os sons mais graves.

Os instrumentos de percussão são inumeráveis, pois na verdade até uma caixa de madeira ou uma lata podem ser usados para a produção de sons rítimicos. No Brasil, são muitos os intrumentos de percussão usados em música popular. Podemos citar o pandeiro, o tamborim, a cuíca (que é um tambor de fricção), o reco-reco, o surdo, o chocalho, etc. O maestro Heitor Villa-Lobos (1887-1959) foi o primeiro compositor a incluir sistematicamente em obras sinfônicas instrumentos de percussão típicos da música popular brasileira.

Podemos citar inúmeros outros instrumentos que participam de outros conjuntos musicais. Entre eles, merecem destaque o violão, a guitarra, o baixo elétrico, o bandolim, o cavaquinho, todos instrumentos de corda dedilhada. Alguns deles são tocados com uma palheta, uma pequena lingueta dura para tanger as cordas. As cordas do violão só são tangidas com os dedos, mas em música popular podem ser dedilhadas tanto com a polpa dos dedos como com as unhas, sendo nessa última forma atacadas em conjunto, para marcar o ritmo e formar o acompanhamento harmônico de uma canção. Essa forma de tocar o violão é a mais fácil, sendo por isso muito usada por músicos amadores. Em música erudita, as cordas do violão são sempre dedilhadas separadamente, o que exige um domínio técnico bem maior da parte do instrumentista.

O piano é um instrumento de percussão. Nele, o som é produzido através de cordas que vibram quando percutidas por martelos acionados pelos dedos do pianista no teclado. Através dos pedais, o instrumentista pode prolongar a duração das notas ou produzir sons velados (no pedal de surdina).
Devemos também mencionar os instrumentos eletrônicos, onde o som é obtido através de equipamentos elétricos, amplificadores, sintetizadores, etc. Os arranjadores de música popular das últimas décadas tem se utilizado muito dos recursos eletrônicos e de estúdio, o que talvez algumas vezes faça as execuções perderem um pouco de calor sonoro e espontaneidade já que, apesar de todos os avanços tecnológicos que dispomos atualmente, nem mesmo a máquina mais perfeita conseguiu ainda substituir o ser humano na execução de instrumentos musicais.

Mini curso de música - Parte 2

Intervalo é o espaço entre duas notas. Podem ser Melódicos ou Harmônicos. Os Intervalos Melódicos aparecem entre duas notas que se seguem uma à outra. Os Intervalos Harmônicos são distâncias entre sons que soam ao mesmo tempo, formando o que se chama de Harmonia. Os intervalos não são todos iguais e para os classificarmos, medimos a distância entre as duas notas que o constituem, contando com as notas de partida e de chegada. Essa distância é medida em tons e semitons.

O semitom no sistema musical usado nos países ocidentais (como o Brasil) é a distância mínima entre dois sons. No Oriente encontramos sistemas musicais com intervalos ainda menores. Um exemplo disso é a música indiana.
Como foi dito acima, os sons musicais são divididos em sete. Mas existem mais cinco sons entre eles, chamados de notas alteradas. Assim, numa escala ascendente a partir da nota Dó teremos a seguinte sucessão: DÓ - DÓ # - RÉ - RÉ # - MI - FÁ - FÁ # - SOL - SOL # - LÁ - LÁ # - SI.




O sinal # chama-se sustenido e eleva em um semitom o som da nota.

Se esta escala fosse descendente, ficaria DÓ - SI - SIb - LÁ - LÁ b - SOL -  SOL b - FÁ - MI - MIb - RÉ - RÉb.



O sinal b chama-se bemol, e abaixa em um semitom o som da nota. O sustenido e o bemol são ALTERAÇÕES.

Na escala de DÓ maior encontramos os seguintes intervalos:

De 1 TOM:   DÓ a RÉ,   RÉ a MI,   FÁ a SOL,   SOL a LÁ,   LÁ a SI.

De ½ TOM:   MI a FÁ   e   SI a DÓ

Num teclado, é facil entender a sucessão de tons e semitons em uma escala. As teclas brancas são as notas naturais, e as pretas, as notas alteradas.

O Intervalo de meio-tom, pode ser:

1) - Cromático, se as 2 notas que o formam forem do mesmo nome:

DÓ - DÓ#.

2) - Diatónico se as 2 notas que o formam tiverem nomes diferentes:

DÓ - RÉb;   MI - FÁ

Para determinar o nome de qualquer Intervalo, utiliza-se um processo numérico muito simples, por exemplo o Intervalo de DO a SOL:
DO (ré  mi  fa)  SOL
1 2    3   4      5


O intevalo acima é um intervalo de 5ª (quinta). O número que dá nome ao intevalo corresponde à posição da última nota em relação à primeira. No entanto, para classificar um intervalo é necessário indicar também o TIPO de intervalo: PERFEITO (P), MAIOR (M), MENOR (m), AUMENTADO (AUM.) ou DIMINUTO (DIM.), dependendo do número de tons e meios-tons que entram na sua formação.
Tomando por base a ordem das notas em uma escala e suas posições em relação à primeira nota, podemos definir os graus das notas.

Por exemplo, na escala de DÓ MAIOR, as notas terão os seguintes graus:




Nesta Escala encontramos 2 semitons no 3º para o 4º graus (entre Mi e Fá) e do 7º para o 8º graus (entre Si e Dó). Entre todas as outras notas encontramos intervalos de 1 tom.

Portanto, nesta escala, a sucessão de intervalos entre as notas é:
1 tom  1 tom  ½ tom  1 tom  1 tom  1 tom  ½ tom

As escalas com essa sequência de intevalos é chamada de Escala Maior. No entanto, se a sequência for esta:

1 tom  ½ tom  1 tom  1 tom  ½ tom  1 tom  1 tom.

Teremos então uma escala menor.

Mini curso de música - Parte 1

O som é o resultado do choque de dois corpos. Quando ouvimos uma música, estamos ouvindo os ruídos resultantes da fricção/batida/sopro de um instrumento. Por exemplo, quando ouvimos um oboé tocando, estamos na realidade ouvindo o som do ar que o instrumentista sopra dentro do bocal se chocando com as paredes internas do instrumento.
A música é uma sucessão organizada de sons. Ao longo dos milênios, o ser humano foi desenvolvendo formas de produzir sons e anotá-los. A escrita musical que usamos nos tempos atuais tomou forma a cerca de 500 anos, na Europa.
Pela escrita musical ocidental, os sons musicais podem ser divididos em 7, chamados de notas, com os seguintes nomes: , , MI, , SOL, , SI. (Clique em cada nota para ouví-la). Essas notas são escritas em um sinal gráfico de 5 linhas sobrepostas, chamado de PAUTA ou PENTAGRAMA.

Escala Musical

O sinal à extrema esquerda da pauta chama-se CLAVE DE SOL, e serve para indicar a linha da pauta onde deve ser escrita a nota Sol. Isso se deve ao fato de que existem outras formas de se colocarem as notas na pauta. A clave de Sol é uma estilização gráfica da letra G, pois na nomenclatura européia a nota Sol é representada por esta letra. Em cifragem de acordes, esta representação por letras é usada para indicar a base do acorde, como veremos posteriormente.

Um acorde é a execução simultânea de dois ou mais sons
Acorde de Ré
O acorde acima possui três notas, e como a nota inferior é um Ré, este acorde é um Acorde de Ré (clique no acorde para ouvír).

Uma ESCALA é uma sucessão ascendente ou descentente de notas, e um instrumento musical pode reproduzir uma escala com várias OITAVAS (uma oitava é o espaço entre uma nota e sua correspondente aguda ou grave mais próxima). O piano, por exemplo, abrange várias oitavas, desde notas da região subgrave até a superaguda.

Assim, uma nota DÓ, por exemplo, pode ser tocada em diferentes alturas, mais agudas ou mais graves, conforme a oitava em que se encontre (clique aqui para ouvir a nota DÓ em várias oitavas).



Clave de Fá
Para se escreverem notas graves, costuma-se usar a clave de FÁ(figura acima). Existem outras claves, como a de Dó, que costuma ser usada para partituras da viola sinfônica (não confundir com a viola popular de cordas dedillhadas).

O som musical é formado por três elementos: a melodia (sucessão ordenada de notas), a harmonia (combinação de sons tocados simultaneamente) e o ritmo (sucessão regular de sons com durações distintas) .

A duração de uma nota é escrita na pauta usando-se as chamadas figuras de som, representadas na figura abaixo:
Figuras de som

Tomando-se a Semibreve como ponto de partida, cada nota a sua direita tem metade do seu tempo de duração. Assim, a mínima dura metade da semibreve, a semínima metade da mínima, e assim sucessivamente.

Para definir o ritmo de uma música, usa-se na pauta a indicação do COMPASSO, que é indicado por uma fração colocada após a clave. Para um ritmo binário (uma batida forte e uma fraca) usa-se a fração 2/4, que significa duas semínimas por compasso. O número 4 representa sempre a semínima, usada geralmente como valor base para a definição de compassos e andamentos. Para um ritmo ternário (uma nota forte e duas fracas), usa-se a fração 3/4, e assim por diante.

Claro que esses ritmos são básicos, e uma peça musical apresenta muitas subdivisões de ritmos dentro de cada compasso. Seja quantas forem as notas dentro de um compasso, a soma de seus tempos de duração não pode nunca exceder ao valor total daquele compasso. Assim, numa música em ritmo quaternário (4/4) , a soma de tempos das notas de cada compasso terá que ser exatamente quatro vezes uma semínima.

Compasso quaternário
Observando o compasso acima, vemos que foram usadas notas com diferentes tempos de duração, mas a soma delas dá exatamente quatro vezes uma semínima, ou seja, 4/4.

Podem ser usados outros tipos de compasso, que usam outros valores como base. Um compasso binário que tem como base a mínima é indicado por 2/2. Se for um quaternário com base numa colcheia, indica-se por 4/8 .

Observa-se que cada figura de som é indicada na fração do compasso por um número que é sempre o dobro do antecessor. Assim, a semibreve se indica por 1, a mínima por 2, a semínima por 4, a colcheia por 8, e assim por diante.

Os compassos mais usados são o binário (2/4), o ternário (3/4) e o quaternário (4/4). Outro compasso usado com certa frequência é o compasso  ternário composto, onde cada tempo tem uma divisão ternária. Neste tipo de compasso, o denominador da fração indicativa representa a figura de som que vale um terço de cada tempo do compasso. Por exemplo, o compasso 6/8, o numerador indica que o compasso é BINÁRIO (porque 6 dividido por 3 é igual a 2), e o denominador indica que a COLCHEIA equivale a um terço do tempo (lembrando que este compasso tem DOIS TEMPOS e cada tempo terá TRÊS COLCHEIAS).
Mais raros são os compassos irregulares, como por exemplo um compasso de  7/4 ou 13/16. Estes indicam quebras de ritmo durante uma peça, ou uma peça inteira com um  ritmo irregular.